Painel reuniu marcas como Thereza Priori, Negrif, Mãos de Mãe, Axómi e Yamê para discutir criatividade, ancestralidade e oportunidades de mercado a partir do artesanato baiano
A potência criativa da Bahia e a valorização do fazer artesanal estiveram no centro das discussões do painel “A Moda Autoral e Artesanato da Bahia para o Mundo”, realizado nesta sexta-feira, 8, na Sala de Vidro do Index 2026. O encontro reuniu estilistas, designers e representantes das marcas baianas Thereza Priori, Negrif, Mãos de Mãe, Axômi e Yamê, além da artesã e designer de acessórios Janaina Rodrigues, em uma conversa sobre identidade, tradição, sustentabilidade e oportunidades de mercado para a moda autoral produzida no estado. A mediação foi conduzida pela pesquisadora de moda Phaedra Brasil, que destacou a importância de fortalecer iniciativas ligadas à economia criativa, moda e ao artesanato baiano.

Durante o debate, os participantes compartilharam experiências que conectam ancestralidade, território e inovação. Janaína Rodrigues apresentou o artesanato autoral como ferramenta de expressão e fortalecimento feminino, transformando peças em narrativas carregadas de identidade e memória. Já Vinicius Santana, fundador, CEO e diretor criativo da marca Mão de Mãe, destacou como a força cultural da Bahia e a ancestralidade negra influenciam a construção estética da marca. A estilista Madalena, fundadora da Negrif, reforçou o papel da moda afrocentrada como instrumento de resistência, representatividade e afirmação cultural, utilizando tecidos e modelagens para contar histórias conectadas às vivências da população negra.
O painel também trouxe reflexões sobre inovação e impacto social na moda contemporânea. Carlos Cruz, empresário e estrategista criativo da marca Yamê, falou sobre a construção de pontes entre a periferia e os grandes centros da moda, ressaltando o empreendedorismo periférico como motor de transformação social e econômica. Já Jonas Bueno, estilista e diretor criativo da Axómi, apresentou o trabalho da marca com técnicas de upcycling e patchwork, ressignificando fardamentos militares em peças contemporâneas marcadas pela sustentabilidade e pela originalidade estética. A programação chamou atenção para o papel da moda autoral baiana como expressão cultural e diferencial competitivo em um mercado que valoriza autenticidade, propósito e impacto social.

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Na quinta, 7, a programação cultural do Index 2026 destacou a força da moda autoral nordestina e a potência criativa produzida na Bahia. Ao longo do dia, a passarela do evento reuniu estilistas e marcas regionais que transformam cultura, ancestralidade e sustentabilidade em expressão artística e oportunidade de negócio. Abrindo a programação de moda, a grife Axómi apresentou uma coleção marcada pelo upcycling, patchwork e ressignificação de resíduos têxteis. Criada pelo artista, estilista e diretor criativo Jonas Bueno, a marca levou para a passarela peças carregadas de identidade, memória e impacto social, conectando moda sustentável e pertencimento.